terça-feira, 29 de novembro de 2016

A MORTE DA ESPERANÇA

Diante da mixórdia do quadro politico que vivemos hoje no Brasil, assusta-nos o desencanto, a desilusão, a descrença, o desânimo, e o pessimismo que se evidenciam nas manifestações que assistimos pelos noticiários da imprensa e das redes sociais.

O que mais impressiona é que o quadro formado traz um forte sentimento de perda da ESPERANÇA que se apodera da população como se estivéssemos num beco sem saída e na inteira dependência do aparecimento de Salvadores da Pátria, Messiânicos e “Sassás Mutemas” da vida. Isso é ruim, muito ruim, causado sobretudo pelas distorções criadas pela farsa dos fictícios embates ideológicos; pela intentada desqualificação das instituições democráticas e pelo ataque sistemático à qualquer medida profilática no sentido de restabelecer a dignidade tão desfigurada na gestão pública da Nação.

Vou me intrometer e provocar os que, por vezes, gastam mal seu tempo lendo os disparates que eventualmente escrevo e vou falar demais. Sou um eterno e irrecuperável OTIMISTA, por ter vivido todas as crises do país desde 1945 (Redemocratização após o Estado Novo Getulista) e observado que, invariavelmente, sempre surgem soluções harmônicas  que, ao final, sem quebra de paradigmas e da dignidade, encontram a saída para reunificação da Nação.

Da mesma forma que, nas eventuais divergências familiares uma intervenção firme do patriarca resolve a questão e pacifica a comunidade familiar, nos conflitos políticos o empenho, muito diálogo civilizado através de lideranças decentes (ainda existem, por mais difícil que pareça e é só procurar) trará com certeza à luzinha no fim do túnel. Não será, nunca, com a divisão da Nação em nós e eles; coxinhas e mortadelas; heróis nacionais e golpistas; e conforme consagrado durante toda a ditadura militar, patriotas e subversivos!

Aqui cabe um pequeno parêntese: Fui tão inexpressivo durante a ditadura que nunca mereci o enquadramento de subversivo ou corrupto, a despeito de meus notórios comprometimentos políticos. Devo ter sido uma porcaria...

Foi assim em 1945, com o afastamento de Getúlio e as eleições gerais em 1947; em 1950 a volta de Getúlio pelo voto popular; em 1954 com o suicídio de Getúlio e a pronta manifestação do General Lott ao abortar a sedição de Café Filho e Lacerda e assegurar as eleições livres que elegeram Juscelino; em 1961, a renúncia tresloucada de Jânio que gerou um ensaio de insubordinação militar frustrada pelo arranjo da solução parlamentarista que apenas adiou a Ditatura Militar para 1964, com a sua  consequente destruição de vidas, de carreiras e de sentimentos; em 1979, com a solução de uma anistia que deixou sequelas até hoje; em 1988, com a nova Constituição; em 1992, com o “impeachment” de Collor e a solução institucional da assunção de Itamar dentro das regras democráticas e sem a menor agitação; em 2002 a eleição de um homem do povo, retirante da miséria nordestina em contrariedade às oligarquias, com o apoio maciço e alegre da Nação, mas que se viu frustrada com a sua infeliz sucessão e a  tolerância diante da corrupção desenfreada ao converter os seus bandidos julgados, condenados e presos em heróis nacionais; e agora, em 2016, o “impeachment” de Dilma e a assunção de Temer, rigorosamente dentro dos ditames institucionais das regras democráticas, que os seus opositores só aceitam quando lhes são favoráveis. 

Democracia de Ocasião e de Conveniência!

Sou o homem do copo sempre MEIO CHEIO, pois tenho consciência de que a democracia nunca foi fácil, é dura, difícil, exige tolerância às divergências, busca de entendimentos, respeito ao contraditório, civismo e, acima de tudo, não misturar questões políticas com pessoais (olha em que deu a “misturada” que Geddel tentou), conforme aprendi com meus mestres de Política, Arraes e meu velho pai Zébatatinha.

Milito há mais de 70 anos; não tenho inimigos e sim adversários políticos; sempre fui e sou aliado fiel e não servo dos governos a que servi com minhas limitações naturais e muita honra: Arraes, Eduardo, João Lyra e Paulo. Quando, eventualmente, me senti desconfortável, botei o chapéu na cabeça e fui embora com o respeito cabível.

Tenho absoluta consciência de que sem o aperfeiçoamento da sociedade não chegaremos a porto seguro algum. Precisamos fazer a mesma auto-crítica que exigimos dos governantes que erraram.

Passamos a vida inteira reclamando que cadeia no Brasil era só para preto, pobre e prostituta e, de repente, estamos assistindo os maiores empresários do país e seus comparsas doleiros, operadores e políticos julgados, condenado, presos, devolvendo valores expressivos aos cofres públicos. Ao invés de aplaudir, ficamos reclamando lamuriosamente que ainda falta gente, que a condenação é seletiva e está faltando outros políticos na cadeia.

Será que estão com pena dos financiadores das  patifarias e cúmplices dos políticos desonestos, que se constituem na imensa maioria dos condenados e presos?

Claro que o foco inicial voltou-se para o Partido dominante, sobretudo quando ele não tomou a lição do chamado Mensalão e buscou a solução maluca dos “presos políticos” imaginando que estariam acima do bem e do mal, pelo que, terminaram desaguando no Petrolão e a bi-condenação de gente como Pedro Correia e Zé Dirceu.

Agora, de uma coisa podem ter certeza. Se não derrubarmos o indigno Foro Privilegiado, daqui a dez anos ainda não veremos condenação dos felizardos que se encontram homiziados no STF, através da maldita   jabuticaba.

O Parlamento é indigno e composto de titulares que já foram considerados por Lula como 300 “picaretas” e pelo ex-Ministro Cid Gomes como 400 “achacadores” ? É sim, mas na verdade o Congresso Nacional é um retrato em preto e branco do nosso corpo social. Somos todos nós que estamos ali espelhados com a imagem de todos nós que somos responsáveis por suas eleições. Não tem ninguém nomeado. Somos nós que estamos ali representados e – no fundo - foi isso que nos revoltou diante das diatribes praticadas como quando Bolsonaro homenageou um torturador e Eduardo da Fonte colocou um garoto de 14 anos - civilmente incapaz - para representá-los na votação.

Reclamamos da limpeza das ruas, mas todos os dias levamos nossos mimosos cachorrinhos para cagar na rua; reclamamos de ciclovias protegidas mas duvido que não encontrem, a qualquer hora, as bicicletas desafiadoramente atropelando os pedestres nos calçadões e já vi (pasmem) pedestres fazendo cooper nas ciclovias; reclamamos dos privilégios mas furamos filas toda hora; detestamos engarrafamentos no trânsito e protestamos contra a falta de fiscalização, mas paramos sempre em estacionamentos proibidos e ainda reclamamos quando somos multados; condenamos a corrupção, mas não perdemos oportunidade    de distribuir “gratificações” para nos livrarmos das multas ou damos “carteiradas” para obter vantagens;  e vamos por aí a fora.

Reclamar a quem: ao Papa Francisco ou à Mãe do Guarda da Esquina?

Estamos lutando por um país melhor para nossos descendentes e o nosso Brasil é ainda muito jovem, tem um longo caminho a percorrer e não pode esquecer que as grandes transgressões, começam com os pequenos delitos: É fundamental que respeitemos às regras democráticas e às suas instituições mesmo que também cometam erros; Vamos cumprir as obrigações e deveres que nos cabem, além de cobrar os direitos e  as vantagens que também merecemos. Se cumprirmos bem a nossa parte, daremos uma grande contribuição para o melhoramento do corpo social por inteiro.

Mais importante que tudo, não permitamos que os maus DESTRUAM  A  NOSSA  ESPERANÇA.

E chegará o dia em que se criará uma nova concepção, inversa à preconizada por Ruy: O BRASILEIRO TERÁ VERGONHA DE SER DESONESTO!


             

O DIREITO DE SER VEM-VERGONHA

É SABIDO QUE TODO VELHO CADA DIA DORME MENOS E COCHILA MAIS e essa é uma das minhas condenações. A vigília insone sempre proporciona tempo bastante para pensar e recordar muito as coisas que marcaram nossa vida. As lembranças chegam aos borbotões, boas e ruins, da saudosa juventude e da curtida maturidade. Algumas vaidades inúteis e poucos orgulhos merecidos Dissabores e alegrias, derrotas e vitórias satisfatórias, fatos jocosos e incidentes decepcionantes, mas, no final, o caleidoscópio rola sem fim!

Atiçadas pelo noticiário logo às primeiras horas da madrugada na procura das novidades da Internet, para o que, ligo sôfregamente o computador e começo a peregrinação da caça às informações trazidas do nosso mundinho atraente e cheio de surpresas. Quase sempre muita notícia ruim que nos agride pelo inusitado das ocorrências, sobretudo, nos arredores da política. Quando se pensa que atingimos o fim da picada, observamos quanto ainda está longe o nosso horizonte final.

A barbaridade dos fatos, o comportamento despudorado dos homens públicos, a insensatez das decisões governamentais, a postura indiferente dos parlamentares cujo egoísmo ultrapassa qualquer limite de bom senso, leva-nos à reflexão de que se imaginam pairar em outras galáxias, descompromissados com a sorte da Nação e da miséria dos duzentos milhões de brasileiros, cujo único pecado foi votar neles.

Sempre nos espreitam as ocorrências dos colégios que freqüentei e a sucessão despretensiosa da formação de grandes companheiros e amigos, bem como das figuras excelentes de grandes mestres que nos transmitiram lições que permanecem durante toda nossa vida. Observando a indignidade que caracteriza a grande maioria dos nossos dirigentes, lembrei-me de uma figura exemplar de Mestre e de uma de suas clássicas reprimendas.

Ainda no Diocesano de Garanhuns, cursando o ginasial, tive, entre outros bons, um professor do porte de Dr. Antônio Tenório da Fonseca. Por longos anos, não tive notícias dele e de sua família que lamento muito.  Sério, primoroso em sua didática, respeitável e respeitado, invariável em seu terno e gravata, paletó de três botões sempre abotoados, exigente e elegante no seu trato com os alunos. Isso não impedia que alguns alunos, por vezes rebeldes e indisciplinados merecessem de vez em quando uma austera chamada à ordem.

Dirigia-se ao indisciplinado e sem levantar a voz, dizia:
Meu filho, você está abusando do direito de ser sem-vergonha.”

Lembrei-me do Prof. Tenório e de como seria oportuna a sua intervenção nos dias de hoje, quando leio sobre o episódio acerca do comportamento de um impúdico Ministro Geddel, confessando que usou o cargo para defender seu interesse pessoal mesmo que se chocando com uma decisão técnica de um órgão como o IPHAN, e que,  para tanto, enfrentasse um seu colega de Ministério e o ameaçando de recorrer ao próprio Presidente da República.

Do mesmo modo, um medíocre Ministro Callero que, ao ser pressionado, comportou-se como menino contrariado, ao invés de, como Ministro da República fazer valer o parecer técnico do órgão que lhe era subordinado e que entendia como correto para o interesse público, preferiu o caminho pusilânime da rendição, deposição das armas e queixas à Polícia Federal. Só faltou ir à Delegacia mais próxima, consignar um B.O. e depois ir reclamar ao seu irmão mais velho!

Mais triste ainda um vacilante Presidente, dizendo em nota oficial que (sic) : ”sugeriu a participação da AGU para solucionar dúvidas entre órgãos da administração” quando nada disso aconteceu e sim uma decisão do IPHAN nacional, sobreposto hierarquicamente ao IPHAN baiano, apoiada pelo Ministro da Pasta competente. Se algum conflito existiu, foi decorrente da interferência INDEVIDA do Sr. Geddel em defesa de seu interesse pessoal (dono confesso de um apartamento no prédio embargado) e não tem absolutamente NADA  A  VER  com o interesse público.

Diante do ensinamento que recebi do Prof. Tenório em minha juventude, a ilação foi inevitável: Tem muita gente em nossa maltratada Nação que está abusando do DIREITO  DE  SER  SEM-VERGONHA!

P.S – Já tinha redigido esse texto, quando chegou a notícia de que o Geddel (ufa, até que enfim...) entregou o cargo que ocupava sem qualquer pudor!


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

NINGUÉM FALA POR GARANHUNS

Estava me lembrando daquele texto que escrevi falando no “Complexo de Bruguelos”, quando ressaltei que em Garanhuns ficamos todo tempo esperando que a ave-mãe traga comida para colocar diretamente na boca dos filhotes. Não se faz nada, as lideranças não se movimentam nem protestam contra as injustiças, e vai-se tocando a vida como se tudo fosse natural ou uma fatalidade histórica.
Recentemente, o Governo Federal anunciou uma programação de Parcerias para concessão de rodovias e outras obras tidas como fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Falava-se na BR-101, na duplicação da BR-232 de São Caetano até Arcoverde, nos presídios e – como não é novidade – nada sobre Garanhuns.

Não se escutou uma só voz de nossas lideranças municipais ou estaduais sobre a duplicação da BR-423, dos Vereadores, dos Prefeitos, dos Deputados Estaduais e Federais que receberam expressivas votações aqui na Região e seriam, logicamente, favorecidos pelos benefícios porventura alcançados por essa obra.

Triste, não?  Deplorável para o Agreste Meridional e notadamente para Garanhuns, a cidade mais interessada há anos por essa providência tão ansiosamente solicitada. A apatia é geral não só para reclamar como para elogiar quando é o caso.

Para nossa salvação, até que enfim apareceu essa voz e, da mesma forma, ninguém fala ou reconhece, mas é importante registrar que, pelo menos, o Governador Paulo Câmara tenta reparar a injustiça conforme noticia da imprensa nacional dando conta de uma audiência sua em almoço com o Presidente Temer, ocorrida ontem 26/10:

“O presidente Temer se colocou à disposição para aprofundar as questões não apenas de Pernambuco, mas também do Nordeste, diante da crise econômica, do desemprego e da seca. O presidente, inclusive, tomou a iniciativa de fazer encaminhamentos junto aos ministros”, disse Paulo Câmara, em nota. Essa foi a primeira audiência de trabalho entre o governador de Pernambuco e o atual presidente da República. Na carta, além dos pontos citados, constam a inclusão do Aeroporto dos Guararapes, da BR-232 e do Arco Metropolitano no pacote de concessões federais, bem como a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina, A ADEQUAÇÃO E DUPLICAÇÃO DA BR-423, NO TRECHO ENTRE SÃO CAETANO E GARANHUNS, e a conclusão da Refinaria Abreu e Lima.


Ainda bem que apareceu a ave-mãe defendendo os filhotes desprotegidos que os nossos representantes abandonaram. 

Obrigado Sr. Governador!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A TRISTE SORTE DOS FUNDOS DE PENSÃO

Decididamente, estou perdendo a paciência! A Operação Greenfield, acionada por uma Vara da Justiça Federal de Brasília no dia 05/09, promoveu mais de uma centena de buscas e apreensão, prisões preventivas e provisórias, bloqueio de bilhões de reais em contas bancárias, medidas provisórias de restrição de condutas, todas elas alcançando os responsáveis por gestões fraudulentas e/ou temerárias dos quatro maiores FUNDOS DE PENSÃO brasileiros, a saber: FUNCEF, PETROS, POSTALIS e PREVI que cobrem e asseguram a previdência dos milhares de servidores das instituições Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Correios e Banco do Brasil, respectivamente.

Pelas informações divulgadas, a coisa é muito feia pelo vulto do assalto praticado, pelos atores envolvidos, por atingir os interesses patrimoniais de milhares dos servidores dessas instituições e pela ameaça aos sistemas previdenciários privados desses fundos, na medida em que fere de morte sua higidez econômica. Nas últimas horas tem sido o tema dominante em toda a imprensa nacional, assusta os seus milhares de servidores ativos e aposentados e espanta a opinião pública nacional diante da magnitude do crime organizado.

Mas existe uma situação mais grave ainda: o SILÊNCIO ENSURDECEDOR DAS INSTITUIÇÕES SINDICAIS que representam as categorias envolvidas, ou sejam: dos economiários, dos petroleiros, dos postalistas e dos bancários do Banco do Brasil atingidos diretamente pela reconhecida má gestão dos seus órgãos de previdência privada e que proporcionam aos seus felizes usuários níveis de remuneração inacessíveis à grande maioria do povo brasileiro que depende – tão somente -  dos minguados benefícios  de salário-mínimo do INSS.

Como se permitiu chegar a esse ponto? Alguém tem notícia de uma mínima manifestação, sequer, dos beneficiários desses Fundos? alguém escutou uma palavra de desagrado dos seus associados? alguém tem informação de um simples movimento dos sindicatos para auditar os máus procedimentos praticados? alguém assistiu qualquer movimentação de centrais sindicais para apurar e meter na cadeia os  companheiros traidores responsáveis pela patranha? alguém leu uma simples declaração/ou entrevista/ou denúncia de qualquer dirigente sindical, que revele ao menos um desconforto e desassossego pelo assalto praticado contra aquelas categorias?

Ao que parece, a capacidade de mobilização sindical destina-se, apenas, à uma campanha de bordões e palavras de guerra para garantirem a parcela de poder que ainda lhes resta; de agressões indiscriminadas contra  quem diverge do seu farsante modelo ideológico e quando cultivam o modelo de intolerância adotado durante a ditadura militar pelo Comando de Caça aos Comunistas para destruir seus opositores. Hipocritamente, se horrorizam com Bolsonaro, mas chegaram a ponto de profanar uma justa homenagem ao Padre Henrique (sequestrado, torturado e morto pela Ditadura Militar) em plena praça pública do Recife.

Estamos assistindo, na verdade, uma estranha conspiração universal de silêncio criminoso – uma verdadeira omertá - em que, sem qualquer pejo ou pudor, mobiliza-se para às ruas uma legião de desocupados, usufrutuários e inocentes úteis, inclusive os que estão sendo espoliados miseravelmente pelas administrações desses Fundos, para desestabilizar um governo tão legítimo quanto foi o de Dilma (eleita em conjunto com Temer) sob a alegação e disfarce de uma insustentável alegação de “golpe parlamentar”. 

Ridículo, se não fora Maléfico!


segunda-feira, 27 de junho de 2016

CONSELHO AO PREFEITO IZAÍAS

É triste, muito triste, o descaminho pelo qual nosso Prefeito e amigo Izaías está enveredando. Por conta de uma simples observação de Alexandre Marinho, ele sai do sério e, ao invés de dar as explicações necessárias, apela para ataques pessoais sem o menor sentido, o que demonstra, certamente, o seu descontrole.
Esquece a serenidade que o seu cargo exige, como supremo mandatário do município, e ainda apresenta uma lista pífia de realizações de sua administração e como exaltação do seu governo – muito aquém do vulto e do merecimento de nossa terra. A relação é pobre e não o engrandece em nada e merece ser analisada. Afirma que, como grandes realizações do seu mandato:
REALIZOU:
1.      ADQUIRIMOS 22 VEÍCULOS
2.      INSTALAMOS O CESMUC: Em troca do Hospital Municipal ! Trocou seis por meia dúzia!
3.      PAGAMENTO EM DIA DOS SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS: A mais elementar obrigação de qualquer administração pública!
4.      AQUISIÇÃO DE PATRULHA MECANIZADA
5.      RESGATE DA BANDA MANOEL RABELO: Está funcionando a centenária Escola de Música? E que tal retomarmos as “retretas domingueiras no coreto das praças”?
6.      CRIAÇÃO DO FESTIVAL VIVA DOMINGUINHOS: Valeu, foi bom, e satisfez seu ego desmensurado, ao criar um festival de sua exclusiva autoria!
7.      RESGATE DO CARNAVAL: Cabe um comentário: será que esse resgate compensou o cancelamento do Festival de Jazz, sobretudo ao considerar a tão falada relação de custo/benefício anunciada pela Secretária Gerlane Melo em nome de um grupo de secretários ligados ao planejamento. A Prefeitura divulgou uma magnífica conquista do Jazz de 2015, com expressivo resultado econômico para o município e uma taxa de ocupação hoteleira de 95%. O amigo e Prefeito Izaias nunca se pronunciou a respeito e está feito um desafio: DÚVIDO QUE TENHA CORAGEM DE DIVULGAR O BALANÇO ECONÔMICO E A OCUPAÇÃO HOTELEIRA EM GARANHUNS DURANTE O PERÍODO DOS QUATRO DIAS DO CARNAVAL DE 2016!
8.      REFORMA DE VÁRIAS ESCOLAS: Não as especifica e não refere-se às duas escolas que foram fechadas e abandonadas!
ESTÁ REALIZANDO!: Haja gerúndio...que, pela forma verbal, não garante prazo algum para a sua concretização. Todo tempo, será tempo!
1.      MANTENDO O SAMU
2.      CONSTRUINDO DUAS NOVAS ESCOLAS (Cohab 2 e Av. Caruarú)
3.      CONSTRUINDO A NOVA CEAGA
ANÚNCIO COM INTENÇÃO DE REALIZAR:
1.      CONCLUIR CINCO CRECHES/ESCOLAS: Sabia que o Município de Petrolina tem 22 (vinte e duas) Creches-Escolas implantadas e funcionando?
2.      UMA GRANDE ESCOLA NO VALE DO MUNDAÚ: Que Escola, aonde e de que categoria? Grande, em que sentido? 
QUESTÕES DA SAÚDE: São muitas suas afirmações quanto à assistência municipal à saúde básica da população, mas as reclamações também são muitas. Quanto a UPINHA, já avisou que vai ser concluída pelo Governo federal, mas não vai colocá-la em funcionamento por falta de recursos. Basta uma informação e outro desafio. Nem o amigo e Prefeito Izaías, nem o seu Secretário Adjunto, Harley Davidson, que afirmou em entrevista, comprovaram ou exibiram, até hoje, como solicitei através das redes sociais e tenho o direito de insistir mais uma vez: DUVIDO QUE APRESENTEM PUBLICAMENTE OS REGISTROS MÉDICOS, POR DOCUMENTO HÁBIL, DO ATENDIMENTO DOS DECLARADOS 4.000 (QUATRO MIL) PACIENTES), COMO MÉDIA DIÁRIA NOS 38 POSTOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO. Para não dar muito trabalho, bastam os registros dos cinco primeiros meses de 2016, uma vez que seriam, no mínimo, cerca de  400.000 (quatrocentos mil) registros de atendimentos a 400.000 pessoas, correspondentes a três vezes a população do Município!
PROMESSA CONDICIONAL:
1.      CONTRATAR TRÊS ATRAÇÕES PARA O FESTIVAL DE INVERNO: Possibilidade de contratar três novos artistas, mas adianta logo que continua “aguardando a posição do Ministério Público quanto à denúncia irresponsável dos Vereadores da Oposição”, ou seja, continua fazendo jogo de cena enquanto insiste em coagir o Ministério Público e, de forma grosseira, responsabilizar a Oposição.
Como se vê, é muito pouco para um mandato praticamente no fim, sobretudo diante do Programa de Governo que anunciou e comprometeu-se de público na campanha eleitoral, com o objetivo de conquistar a eleição.
Ousaria, ainda, dar-lhe um conselho: Eu lhe conheço desde rapazinho iniciando sua vida profissional dura e muito difícil, lhe estimo e               essa arrogância não condiz com a sua formação. Abandone essa postura imperial e empafiosa. Humildade e temperança nunca fizeram mal a ninguém e são virtudes a serem cultivados por qualquer cidadão, quanto mais pelo legítimo mandatário da Cidade das Flores. Questões pessoais não têm qualquer importância, são grãos de areia diante das Sete Colinas! Vamos todos dar as mãos, gregos e troianos, esquecer as picuinhas e unir esforços pela grandeza de Garanhuns que merece muito mais do que tem recebido até hoje dos seus governantes.
Do amigo Ivan



sábado, 25 de junho de 2016

AINDA A FALSA BATALHA DO FESTIVAL DE INVERNO

A verdade tarda mas chega e, por vezes, de forma inapelável. Uma simples e importante participação de cidadãos garanhuenses – realmente preocupados e dispostos a formarem uma corrente do bem VISANDO A GRANDEZA DE NOSSA TERRA, foi suficiente para restabelecer a real situação que cercava a organização do nosso 26º Festival de Inverno.
Evidenciado que nenhum representante do Governo do Estado falara em reduzir a importância do festival, foi realçada a disposição de lideranças empresariais de apoiar e, com determinação, contribuir para unir-se ao Poder Público, no sentido de garantir a qualidade de um evento que está consagrado há um quarto de século como um dos grandes eventos turísticos de toda a América Latina.

Não é novidade, para quem quer que seja, as dificuldades financeiras que todos os governos – do Federal aos Municipais – atravessam atualmente. Todos devem ter lido que nove Estados da Federação estão com pagamento de pessoal atrasado, sendo que alguns deles sequer pagaram o 13º salário de 2015! Pernambuco, de forma previdente, é um dos poucos que mantém o seu equilíbrio financeiro. De forma inteligente, as dificuldades foram contornadas garantindo a qualidade do nosso Festival do Inverno e, além disso, com grande melhoria em certos setores. Vale a pena aguardar a programação...

Deve ser realçada a multiplicidade cultural, verdadeira condicionante da diferenciação com os demais festivais que proliferam por aí, em tristes e pálidas imitações. A cidade não para... O nosso é inigualável, com sua efervescência cultural, com suas oficinas de artes, as manifestações populares espontâneas... vinte e quatro horas por dia durante dez dias ininterruptos...Não é apenas a figuração de cachês altos com artistas midiáticos que nem sempre correspondem à verdadeira paixão do povo e com um efeito colateral terrível representado pela eterna desconfiança sobre a autenticidade dos valores pagos... São nossos reisados, pastoris, bumba-meu-boi, cocos de roda com o povo dançando logo de manhã na avenida principal da cidade... São os contadores de história empolgando as crianças atentas, o acesso fácil à leitura, os lançamentos literários, os debates inteligentes... São a riqueza da beleza da obra dos nossos artesãos... São a oportunidade do surgimento constante de novos valores artísticos de todas as diversidades...São a variedade musical apresentada, desde a música erudita, MPB, gospel e o forró!

O Festival de Inverno de Garanhuns, bem como todos os outros festivais de nossa terra, não têm dono, não têm carimbo, nem patente ou escritura de propriedade. É do seu povo, meu caro amigo e Prefeito Izaías e, ainda bem, você entendeu a tempo. Viu como foi fácil... Ao invés de ficar numa atitude recalcitrante de coação ao Ministério Público e querer responsabilizar a bancada de oposição por querer cumprir o seu dever – MARAVILHA Izaías! – entendeu-se com a Secretaria de Cultura e a Fundarpe e acertaram os ponteiros do Estado e do Município.

Como disse nosso companheiro Alexandre Marinho, em recente postagem, estamos em tempo de vacas magras e o mais importante são as prioridades no serviço público e os objetivos eleitorais são dispensáveis. A Nação vive momentos difíceis e, como dizia D. Helder: “O POVO SABE E ENTENDE”. Mais importante que um show de “Safadão”, a preços estratosféricos, é a merenda nas escolas, o remedinho nos postos de saúde, o emprego que está faltando à juventude e que só se obtém com desenvolvimento e desenvolvimento só se obtém com o estímulo à atividade econômica. O Povo quer também o lazer e a diversão, sabe a sua medida e o seu julgamento é importante, pois conhece como ninguém as suas próprias necessidades. Ninguém ilude o povo, todo tempo e em qualquer circunstância.

Essa ladainha que cercou de forma lamentável a organização do Festival de Inverno, que é um tremendo investimento na medida, em que proporciona geração de emprego e renda, circulação econômica desde aos hoteleiros (ah! meus queridos e omissos amigos hoteleiros – maiores beneficiários dessa circulação – que parecem viver no mundo da lua!) ao vendedor de pipoca, nos arrasta à uma inevitável constatação e obriga-nos a reabrir a questão do ridículo cancelamento do Garanhuns Jazz Festival. O Poder Público Municipal ainda nos deve uma explicação convincente. Se era rentábil sob o ponto de econômico e cultural, e a cidade de Gravatá o acolheu sem dispender um centavo e apenas com o apoio da estrutura existente, por qual razão Garanhuns resolveu dispensá-lo? Qual foi o esquisito interesse contrariado? Como justificar o deserto em que se transformou Garanhuns durante os dias de Carnaval, com restaurantes fechados conforme fotos divulgadas nas redes sociais? E os Hotéis com índices ridículos de ocupação? Todos ganhariam ou não com a realização do Festival de Jazz, inclusive a Prefeitura e o povo de Garanhuns independente de suas preferências musicais?

Há anos que advirto que ao invés de querelas secundárias e pobres de conteúdo, não buscamos uma conjugação de esforços, a partir da convocação de todas lideranças para o aprimoramento dos nossos eventos culturais, inclusive sobre o grandioso Festival de Inverno que precisa de reformulação, novas ideias e formatação. Porque não se pensa de forma séria e consistente na formulação de novos e enriquecedores eventos para nossa cidade e nossa região? Ou, ao contrário, vamos continuar cancelando alguns eventos já consolidados que causaram prejuízos irreparáveis? Não se responsabiliza ninguém?

Porque não se pensa á mais tempo da necessidade de uma praça de eventos permanente e com estrutura definitiva que comporte o fluxo de público sempre crescente? De uma nova distribuição das atrações e criação de novos empreendimentos? Porque não colocamos nossa imaginação criadora na busca de novas atividades e enriquecimento deste magnífico festival? Porque não convocamos todas as forças vivas do Município para reformular e construir um planejamento através da atualização do nosso Plano Diretor - obsoleto e incompatível com o desenvolvimento desejado? O que nos obriga a tolerar a monotonia de sempre o mesmo, sem inovar, sem estimular ideias e sem desenvolver vocações? Vamos continuar conduzindo nossa terra perdendo posição e assistir outras cidades ultrapassando a nossa passividade, como na comparação que escrevi sobre o Complexo de Bruguelos, à eterna e cansativa espera da ave-mãe que venha nos alimentar? E até quando ficaremos nessa pasmaceira infinita? Aguardando migalhas e sobras de banquetes, sem assegurarmos aos nossos descendentes o lugar que merecemos?


O povo e, sobretudo, os comunicadores com a palavra!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A FALSA BATALHA PELO FESTIVAL DE INVERNO

Não pretendia mais voltar a questionar meu amigo Isaías, uma vez que nunca leva em consideração qualquer aconselhamento para moderar sua ânsia por uma manchete e de posar de magnífico.

Mas a tempestade que ele montou em torno de uma pretensa participação da Prefeitura no próximo Festival de Inverno obriga-me a, mais uma vez, chamá-lo à uma reflexão, pois a sua intervenção no episódio  foi, no mínimo, leviano diante das afirmações que fez e pela verdadeira Batalha de Itararé 
que tentou montar.

Vamos por partes:
1º - Nunca houve qualquer pronunciamento do Governo do Estado sobre uma redução de dois dias do Festival. Simplesmente após a participação da Prefeitura no festival de 2015, em que “bancou” duas grandes atrações para dois dias de apresentação, qual sejam Ana Carolina e Capital Inicial (parabéns pela feliz escolha), a Secretaria de Cultura do Estado,  de forma elegante e decente, aguardou  manifestação  da Prefeitura de Garanhuns esperando que fosse adotada idêntica posição no Festival deste ano.

2º - Em nenhum momento, aconteceu qualquer pronunciamento do Governo do Estado anunciando redução de dois dias na programação do próximo Festival. Tudo invencionice de quem falou nisso e, por sua falsidade, deve explicações ao nosso povo.

3º  - O Prefeito Isaías, talvez por dificuldades financeiras que poderia ser uma justa razão como erradamente usou para desculpar-se da extinção do Festival de Jazz, começou a inventar uma desculpa esfarrapada de aguardar a conclusão de um procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público sobre eventuais irregularidades, denunciadas pelos Vereadores de Oposição, e pretendendo com isso impor regras às autoridades sindicantes sob pena de não mais contribuir para maior grandeza do Festival.

4º - Cabe aqui um parêntese para analisar esse pretexto deselegante ensaiado pelo Prefeito através de todos os meios de comunicação, acusando os Vereadores e assediando o Ministério Público para forçá-lo a promover suas conveniências políticas: a) os Vereadores estão cumprindo o seu dever institucional de fiscalizar o Executivo e seriam relapsos se não o fizessem; b) se isso incomoda o Prefeito, só lhe cabe uma alternativa que é mudar as leis da República e, lógico, a própria Constituição Brasileira; c) existem normas que regulam os procedimentos penais e administrativos do Ministério Público, bem como de todos os operadores do Direito e não dependem da voluntariedade de quem quer que seja; d) sem determinação legal, meu caro Isaías, nem o Presidente da República pode determinar prazos às autoridades judiciárias, quanto mais um modesto (deveria ser!) Prefeito de Garanhuns.

5º - E agora, como fica, meu caro amigo e Prefeito Isaías, se a razão não é dificuldade financeira  ainda é tempo de – em gesto de grandeza – contratar duas belas atrações, agradecer ao Governo do Estado, unir todos os esforços para maior brilho do Festival ou, caso contrário, assuma de público perante a população que errou no episódio e garanto-lhe que o povo entenderá. O que o povo não gosta é de mistificação!

6º - Por oportuno, sobre a ausência do verdadeiro foco da questão, lembro um texto que escrevi e divulguei sobre “O Complexo de Bruguelos” e está à disposição de quem quiser, que termina assim:

“Essa ideia entrou em minhas reflexões, comparando-a com a passividade de Garanhuns diante dos malefícios que se cometem, constantemente, para seu prejuízo, sem que se levante uma reação da sociedade organizada (desorganizada?) da nossa terra. Nem quando arrostam prejuízos irreparáveis em suas próprias atividades, tomam qualquer iniciativa para reverter os procedimentos daninhos. Os exemplos são costumeiros, aberrantes, em sucessão enfadonha, sem que se levante uma voz ou mobilização, sequer, de reação, protesto ou revolta. Manifesta-se somente num enfadonho “piado de bruguelos famintos”, lamuriento e sem fim do QUE JÁ ERA e do QUE ACABOU...e o lamento pela ausência da ave-mãe que nunca chega com a comida!”

Ainda um último reparo: Da mesma forma como se comportaram com o cancelamento do Festival de Jazz, durante esses dias da falsa notícia do pretenso encurtamento do Festival de Inverno, NINGUÉM ASSISTIU QUALQUER MANIFESTAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS DO SETOR DE SERVIÇOS LIGADOS AO TURISMO – nem contra nem a favor! Como se nada estivesse acontecendo e que tudo estaria no melhor dos mundos! Que me desculpem o desabafo, mas parece que vivem noutra galáxia ou então: estão ricos demais!


Vamos acabar com essas disputas mesquinhas, malucas, megalomaníacas. Vamos dar às mãos numa briga sadia de união de esforços para o desenvolvimento de nossa terra. Vamos debater e discutir nossas grandes necessidades, de forma civilizada e franca. Os tempos mudam e não precisamos de espelhos retrovisores. Busquemos posturas de estadistas e não de “velhos coronéis” para que prevaleça, SEMPRE, o interesse público e não pessoais. Um dia, Garanhuns e nossos descendentes nos agradecerão!